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Questões de Vestibular: 2016

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Um anel contém 15 gramas de ouro 16 quilates. Isso significa que o anel contém 10 g de ouro puro e 5 g de uma liga metálica. Sabe-se que o ouro é considerado 18 quilates se há a proporção de 3 g de ouro puro para 1 g de liga metálica.
Para transformar esse anel de ouro 16 quilates em outro de 18 quilates, é preciso acrescentar a seguinte quantidade, em gramas, de ouro puro:
Texto associado.
Esses chopes dourados
[…]
quando a geração de meu pai
batia na minha
a minha achava que era normal
que a geração de cima
só podia educar a de baixo
batendo
quando a minha geração batia na de vocês
ainda não sabia que estava errado
mas a geração de vocês já sabia
e cresceu odiando a geração de cima
aí chegou esta hora
em que todas as gerações já sabem de tudo
e é péssimo
ter pertencido à geração do meio
tendo errado quando apanhou da de cima
e errado quando bateu na de baixo
e sabendo que apesar de amaldiçoados
éramos todos inocentes.
WANDERLEY, J. In: MORICONI, II (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século, Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (fragmento)
Ao expressar uma percepção de atitudes e valores situados na passagem do tempo, o eu lírico manifesta uma angústia sintetizada na
Texto associado.

Nasceu o dia e expirou. 

    Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente. 

    Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores. 
    Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro. 
José de Alencar, Iracema
 No texto, corresponde a uma das convenções com que o Indianismo construía suas representações do indígena.
Texto associado.
        Pietro Brun, meu tetravô paterno, embarcou em um navio no final do século 19, como tantos
        italianos pobres, em busca de uma utopia que atendia pelo nome de América. Pietro queria
        terra, sim. Mas o que o movia era um território de outra ordem. Ele queria salvar seu nome,
        encarnado na figura de meu bisavô, Antônio. Pietro fora obrigado a servir o exército como
5      soldado por anos demais (...). Havia chegado a hora de Antônio se alistar, e o pai decidiu que
        não perderia seu filho. Fugiu com ele e com a filha Luigia para o sul do Brasil. Como desertava,
        meu bisavô Antônio foi levado em um bote até o navio que já se afastava do porto de Gênova.
        Embarcou como clandestino.
       Ao desembarcar no Brasil, em 10 de fevereiro de 1883, Pietro declarou o nome completo.
10   O funcionário do Império, como aconteceu tantas e tantas vezes, registrou-o conforme ouviu.
        Tornando-o, no mundo novo, Brum – com “m”. Meu pai, Argemiro, filho de José, neto de
        Antônio e bisneto de Pietro, tomou para si a missão de resgatar essa história e documentá-la.
        No início dos anos 1990 cogitamos reivindicar a cidadania italiana. Possuímos todos os
        documentos, organizados numa pasta. Mas entre nós existe essa diferença na letra. Antes de
15    ingressar com a documentação, seria preciso corrigir o erro do burocrata do governo imperial
        que substituiu um “n” por um “m”. Um segundo ele deve ter demorado para nos transformar,
        e com certeza morreu sem saber. E, se soubesse, não teria se importado, porque era apenas o
        nome de mais um imigrante a bater nas costas do Brasil despertencido de tudo.
        Cabia a mim levar essa empreitada adiante.
20    Há uma autonomia na forma como damos carne ao nosso nome com a vida que construímos – e
        não com a que herdamos. (...) Eu escolho a memória. A desmemória assombra porque não a
        nomeamos, respira em nossos porões como monstros sem palavras. A memória, não. É uma
        escolha do que esquecer e do que lembrar – e uma oportunidade de ressignificar o passado
        para ganhar um futuro. Pela memória nos colocamos não só em movimento, mas nos tornamos
25    o próprio movimento. Gesto humano, para sempre incompleto.
        Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa
        perna a mais era um membro fantasma, um ganho que revelava uma perda.
        (...)
        Quando Pietro Brun atravessou o mar deixando mortos e vivos na margem que se distanciou, ele
        não poderia ser o mesmo ao alcançar o outro lado. Ele tinha de ser outro, assim como nós, que
30    resultamos dessa aventura desesperada. Era imperativo que ele fosse Pietro Brum – e depois
        até Pedro Brum.
ELIANE BRUM
Meus desacontecimentos: a história da minha vida com as palavras. São Paulo: LeYa, 2014.
No texto, a autora narra fatos e expõe suas opiniões relacionados à vinda de sua família para o Brasil.
TEXTO II
De olho no futuro
Ana Maria Machado

‘Papai, que é plebiscito?’
Assim começa um conto de Artur Azevedo, que
constava de muitas antologias escolares na época em
que havia leitura de coletâneas literárias como parte
5 integrante do currículo de Língua Portuguesa no país.
A maioria dos que então estudaram acompanhava o
desenvolvimento da história lida em voz alta pelos
alunos em classe, desde o início em que o pai fingia
dormir para não ter de revelar que não sabia a história,
10 passando pela insistência do filho e a pressão da mãe
para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de
zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no
quarto. Após consultar um dicionário que lá havia, o
triunfal chefe de família podia elucidar que plebiscito
15 era uma lei romana que queriam introduzir no país,
num caso típico de estrangeirismo.
A história tem muita graça na linguagem divertida
do autor, que ao mesmo tempo ridiculariza o
autoritarismo patriarcal e os excessos nacionalistas
20 da época – que acabariam levando à Primeira Guerra
Mundial. Tive de resumi-la para comentá-la, pois tenho
me lembrado muito desse conto ultimamente, por
diferentes razões. Por um lado, acentua-se que criança
tem curiosidade sobre política. E sobre as palavras
25 que encontra e não conhece. Por outro lado, nos
recorda que a satisfação dessa curiosidade tem a
obrigação ética de procurar ser clara e equilibrada. Na
atual discussão tão acalorada, sobre escolas sem
partidos e os perigos da doutrinação ideológica, por
30 vezes parece que os debatedores apontam para o alvo
adjetivo e abandonam o substantivo. Esquecem que o
problema não está em incentivar ideias, estimular a
formação do conhecimento sobre ideologias, apresentar
argumentos de diferentes visões do mundo e da
35 sociedade. O risco para a educação está em alguém
com poder querendo doutrinar, falar como doutor que
não admite contestação nem dúvida, ser dogmático,
impor uma forma única de encarar a realidade e analisar
os fatos, carimbando com rótulos pejorativos e frases
40 feitas tudo aquilo que não se encaixa com perfeição
na agenda do momento. Com frequência, partidária.
(...)

(Trecho. MACHADO, Ana Maria. De olho no futuro. O GLOBO, 01de out. de 2016, Caderno I, página 14).

“A maioria dos que então estudaram acompanhava o desenvolvimento da história lida em voz alta pelos alunos em classe, desde o início em que o pai fingia dormir para não ter de revelar que não sabia a história, passando pela insistência do filho e a pressão da mãe para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no quarto.” (linhas 6-13)

A construção do enunciado acima configura uma estrutura de

TEXTO I
PlebiscitoArthur Azevedo

A cena passa-se em 1890.

A família está toda reunida na sala de jantar.
O senhor Rodrigues palita os dentes, repimpado
numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um
5 abade.
Dona Bernardina, sua esposa, está muito
entretida a limpar a gaiola de um canário belga.
Os pequenos são dois, um menino e uma
menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele,
10 encostado à mesa, os pés cruzados, lê com muita
atenção uma das nossas folhas diárias.
Silêncio.
De repente, o menino levanta a cabeça e
pergunta:
15 — Papai, que é plebiscito?
O senhor Rodrigues fecha os olhos
imediatamente para fingir que dorme.
O pequeno insiste:
— Papai?
20 Pausa:
— Papai?
Dona Bernardina intervém:
— Ó seu Rodrigues, Manduca está lhe
chamando. Não durma depois do jantar, que lhe faz mal.
25 O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir
os olhos.
(...)
Trecho. AZEVEDO, Arthur. Plebiscito. In: “Contos fora da moda”, Editorial Alhambra – Rio de Janeiro, 1982, pág. 29. Disponível em: http://www.releituras.com/aazevedo_menu.asp. Acesso: em 03 out. 2016.
Arthur Azevedo (jornalista, escritor e teatrólogo) tem em “Plebiscito” um exemplo do tom humorístico e crítico que costumava imprimir a seus textos.“Plebiscito” comprova sua preferência por temas relacionados
TEXTO II
De olho no futuro
Ana Maria Machado
‘Papai, que é plebiscito?’
Assim começa um conto de Artur Azevedo, que
constava de muitas antologias escolares na época em
que havia leitura de coletâneas literárias como parte
5 integrante do currículo de Língua Portuguesa no país.
A maioria dos que então estudaram acompanhava o
desenvolvimento da história lida em voz alta pelos
alunos em classe, desde o início em que o pai fingia
dormir para não ter de revelar que não sabia a história,
10 passando pela insistência do filho e a pressão da mãe
para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de
zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no
quarto. Após consultar um dicionário que lá havia, o
triunfal chefe de família podia elucidar que plebiscito
15 era uma lei romana que queriam introduzir no país,
num caso típico de estrangeirismo.
A história tem muita graça na linguagem divertida
do autor, que ao mesmo tempo ridiculariza o
autoritarismo patriarcal e os excessos nacionalistas
20 da época – que acabariam levando à Primeira Guerra
Mundial. Tive de resumi-la para comentá-la, pois tenho
me lembrado muito desse conto ultimamente, por
diferentes razões. Por um lado, acentua-se que criança
tem curiosidade sobre política. E sobre as palavras
25 que encontra e não conhece. Por outro lado, nos
recorda que a satisfação dessa curiosidade tem a
obrigação ética de procurar ser clara e equilibrada. Na
atual discussão tão acalorada, sobre escolas sem
partidos e os perigos da doutrinação ideológica, por
30 vezes parece que os debatedores apontam para o alvo
adjetivo e abandonam o substantivo. Esquecem que o
problema não está em incentivar ideias, estimular a
formação do conhecimento sobre ideologias, apresentar
argumentos de diferentes visões do mundo e da
35 sociedade. O risco para a educação está em alguém
com poder querendo doutrinar, falar como doutor que
não admite contestação nem dúvida, ser dogmático,
impor uma forma única de encarar a realidade e analisar
os fatos, carimbando com rótulos pejorativos e frases
40 feitas tudo aquilo que não se encaixa com perfeição
na agenda do momento. Com frequência, partidária.
(...)

(Trecho. MACHADO, Ana Maria. De olho no futuro. O GLOBO, 01de out. de 2016, Caderno I, página 14).
No fragmento “Por um lado, acentua-se que criança tem curiosidade sobre política. E sobre as palavras que encontra e não conhece. Por outro lado, nos recorda que a satisfação dessa curiosidade tem a obrigação ética de procurar ser clara e equilibrada.”, (linhas 23-27) veicula-se a ideia de
TEXTO II
De olho no futuro
Ana Maria Machado
‘Papai, que é plebiscito?’
Assim começa um conto de Artur Azevedo, que
constava de muitas antologias escolares na época em
que havia leitura de coletâneas literárias como parte
5 integrante do currículo de Língua Portuguesa no país.
A maioria dos que então estudaram acompanhava o
desenvolvimento da história lida em voz alta pelos
alunos em classe, desde o início em que o pai fingia
dormir para não ter de revelar que não sabia a história,
10 passando pela insistência do filho e a pressão da mãe
para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de
zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no
quarto. Após consultar um dicionário que lá havia, o
triunfal chefe de família podia elucidar que plebiscito
15 era uma lei romana que queriam introduzir no país,
num caso típico de estrangeirismo.
A história tem muita graça na linguagem divertida
do autor, que ao mesmo tempo ridiculariza o
autoritarismo patriarcal e os excessos nacionalistas
20 da época – que acabariam levando à Primeira Guerra
Mundial. Tive de resumi-la para comentá-la, pois tenho
me lembrado muito desse conto ultimamente, por
diferentes razões. Por um lado, acentua-se que criança
tem curiosidade sobre política. E sobre as palavras
25 que encontra e não conhece. Por outro lado, nos
recorda que a satisfação dessa curiosidade tem a
obrigação ética de procurar ser clara e equilibrada. Na
atual discussão tão acalorada, sobre escolas sem
partidos e os perigos da doutrinação ideológica, por
30 vezes parece que os debatedores apontam para o alvo
adjetivo e abandonam o substantivo. Esquecem que o
problema não está em incentivar ideias, estimular a
formação do conhecimento sobre ideologias, apresentar
argumentos de diferentes visões do mundo e da
35 sociedade. O risco para a educação está em alguém
com poder querendo doutrinar, falar como doutor que
não admite contestação nem dúvida, ser dogmático,
impor uma forma única de encarar a realidade e analisar
os fatos, carimbando com rótulos pejorativos e frases
40 feitas tudo aquilo que não se encaixa com perfeição
na agenda do momento. Com frequência, partidária.
(...)

(Trecho. MACHADO, Ana Maria. De olho no futuro. O GLOBO, 01de out. de 2016, Caderno I, página 14).
O trecho “os debatedores apontam para o alvo adjetivo e abandonam o substantivo” (linhas 30-31) é um exemplo da figura de linguagem denominada:
Texto associado.
Portable devices
Buddy, can you spare a watt?

Trading power could free users from dead-battery tyranny

ONE of the most annoying features of smartphones is that they run out of power just when you need it most. After a day of e-mailing, streaming music, downloading podcasts, watching cat videos and snapping selfies, a device can easily be left without enough charge to make an emergency call. What would help, reckons Paul Worgan of the University of Bristol, in England, is to give portable devices the ability to share some of their power. Mr Worgan and his colleagues have come up with a wireless-charging system which they call PowerShake. To use it someone holds a phone with an expiring battery against another device—a phone, or even a smartwatch or a fitness band—and this initiates a power transfer from one to the other. Some 12 seconds of contact provides enough juice to make a one-minute telephone call. One minute of contact would allow, say, a four minute music video to be watched. The researchers will present their idea to CHI2016, a conference on computer-human interaction, in San Jose, California, in May. Available in:. Access on: may 2016. 
I. New smartphones will have power to spare.
II. PowerShake wireless-charging system will help you to charge your out of power smartphone.
III. You have to plug in both phones for 12 seconds.
IV. This new feature will allow you to make a short phone call.
V. The researchers will present this new idea at their university, in San Jose, California.

O mercúrio é um metal prateado que, em temperatura ambiente, é líquido e inodoro. Quando a temperatura é aumentada, transforma-se em vapor tóxico e corrosivo. Trata-se de produto perigoso à saúde quando inalado, ingerido ou em contato, causando irritação na pele, olhos e vias respiratórias. Uma forma de obtenção de mercúrio se dá por ustulação do sulfeto de mercúrio II (ou cinábrio) segundo a reação:

HgS + O? ? Hg + SO?

Sabendo-se que o sulfeto de mercúrio II possui 70 % de pureza, a massa de mercúrio produzida pela ustulação de uma tonelada do composto é