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Questões de Vestibular: 2019

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Texto associado.
TEXTO 4
Não Espere Pelo Fim
133 Foi com palavras aprazíveis e um
134 ingênuo sorriso que o homem de rosto
135 enrugado e cabelos acinzentados dirigiu-se à
136 sua ranzinza colega de abrigo:
137 – A vida não acabou. Não é chegada a
138 hora de postar-se diante do túmulo como se
139 a morte estivesse à espreita. É tempo de se
140 renovar, tomar novas escolhas e trilhar por
141 novos caminhos. Alimente os sonhos! Seja
142 jovem novamente!
143 Tão rápido, naquele dia, nasceu uma
144 inesperada paixão entre os dois. Aquele
145 carinho que Emanuel sempre sentira por
146 Maria das Dores enfim foi retribuído.
147 Quem disse que os velhos não podem
148 se apaixonar?
149 Maldito preconceito que cria raízes
150 profundas, inclusive na alma dos segregados!
151 E, assim, tão logo o tempo passou.
152 Anos de risos fáceis.
153 No entanto, não foi com lágrimas de
154 arrependimento que Maria fitou o epitáfio de
155 Emanuel, mas sim com olhos aquosos de
156 saudade e uma profunda paz em seu coração
157 renovado.
JONES, Sebastião. Não Espere Pelo Fim. Disponível em:
http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com/2013/05/o
s-20-minicontos-classificados.html. [online]. 2013. Acessado
em 26 de abril de 2019.
O texto 4, o miniconto do pseudônimo Sebastião Jones, intitulado Não Espere Pelo Fim, tem como propósito principal
Texto associado.
TEXTO
Não Espere Pelo Fim
(133)     Foi com palavras aprazíveis e um
(134) ingênuo sorriso que o homem de rosto
(135) enrugado e cabelos acinzentados dirigiu-se à
(136) sua ranzinza colega de abrigo:
(137)     – A vida não acabou. Não é chegada a
(138) hora de postar-se diante do túmulo como se
(139) a morte estivesse à espreita. É tempo de se
(140) renovar, tomar novas escolhas e trilhar por
(141) novos caminhos. Alimente os sonhos! Seja
(142) jovem novamente!
(143)     Tão rápido, naquele dia, nasceu uma
(144) inesperada paixão entre os dois. Aquele
(145) carinho que Emanuel sempre sentira por
(146) Maria das Dores enfim foi retribuído.
(147)     Quem disse que os velhos não podem
(148) se apaixonar?
(149)     Maldito preconceito que cria raízes
(150) profundas, inclusive na alma dos segregados!
(151)     E, assim, tão logo o tempo passou.
(152) Anos de risos fáceis.
(153)     No entanto, não foi com lágrimas de
(154) arrependimento que Maria fitou o epitáfio de
(155) Emanuel, mas sim com olhos aquosos de
(156) saudade e uma profunda paz em seu coração
(157) renovado.
JONES, Sebastião. Não Espere Pelo Fim. Disponível em: http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com/2013/05/o s-20-minicontos-classificados.html. [online]. 2013. Acessado em 26 de abril de 2019.
O texto, o miniconto do pseudônimo Sebastião Jones, intitulado Não Espere Pelo Fim, tem como propósito
principal
Texto associado.
TEXTO 3
No Mundo das Letras
95 Vem à livraria nas horas de maior
96 movimento, mas isso, já se sabe, é de
97 propósito: facilita-lhe o trabalho.
98 Rouba livros. Faz isso há muitos anos,
99 desde a infância, praticamente. Começou
100 roubando um texto escolar que precisava
101 para o colégio: foi tão fácil que gostou; e
102 passou a roubar romances de aventura, livros
103 de ficção científica, textos sobre arte,
104 política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto
105 a técnica que chegava a furtar quatro, cinco
106 livros de uma vez. Roubou livros em todas as
107 cidades por onde passou. Em Londres, uma
108 vez, quase o pegaram; um incidente que
109 recorda com divertida emoção.
110 No início, lia os livros que roubava.
111 Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A
112 coisa era roubar por roubar, por amor à arte;
113 dava os livros de presente ou simplesmente
114 os jogava fora. Mas cada vez tinha menos
115 tempo para ir às livrarias; os negócios o
116 absorviam demais. Além disso, não podia,
117 como empresário, correr o risco de um
118 flagrante. Um problema – que ele resolveu
119 como resolve todos os problemas, com
120 argúcia, com arrojo, com imaginação.
121 Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de
122 espetacular nessa operação: simplesmente
123 pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso.
124 Olha para os lados; aparentemente ninguém
125 notou nada. Cumprimenta-me e se vai.
126 Um minuto depois retorna. Como é que
127 me saí, pergunta, não sem ansiedade.
128 Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O
129 que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não
130 apenas um ato de compaixão, é também uma
131 medida de prudência. Afinal, ele é o dono da
132 livraria.
SCLIAR, Moacyr. No Mundo das Letras. In: SCLIAR, Moacyr;
FONSECA, Rubem; MIRANDA, Ana. Pipocas. São Paulo:
Companhia das Letras, 2003.
Uma forma de retomar fragmentos, ao longo do texto, é usar expressões que apresentam uma paráfrase para resumir o que se precede ou sucede. Considerando esse aspecto, no trecho “[...] um incidente que recorda com divertida emoção” (linhas 108-109), a expressão sublinhada refere-se ao
Texto associado.
TEXTO 2

 Pesquisa estuda relação entre alimentos e câncer nas redes sociais
        Artigo publicado no periódico inglês Future Science AO examina se as postagens em uma mídia social são modismo ou se há evidência
científica quando o assunto é o câncer associado a alimentos funcionais.
        Uma das autoras do artigo, Claudia Jurberg, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq), explica que foram analisados alimentos funcionais relacionados ao câncer no Pinterest (rede social de
compartilhamento de fotos) e se havia evidência científica ou não no portal de periódicos do PubMed, que é um motor de busca de livre
acesso à base de dados MEDLINE de citações e resumos de artigos de investigação em biomedicina. O Pinterest foi a mídia de escolha
porque está em franca ascensão no mundo e no Brasil.
        "Foram analisados 507 Pins, sendo 75 de alimentos associados ao câncer, compartilhados mais de 27 mil vezes, e encontramos mais de
80 mil artigos científicos sobre esses alimentos e câncer no PubMed. Em 90% dos alimentos mencionados como funcionais para o câncer,
encontramos literatura científica. Os Pins são ideias que as pessoas encontram e salvam de toda a Web", esclarece a pesquisadora.
        Claudia informa que existem cerca de 50 bilhões de pins sobre comida no Pinterest, e que o objetivo principal era investigar a relação
entre postagens sobre comida e câncer no Pinterest e as evidências científicas. "Surpreendentemente, 90% dos alimentos citados nessa
mídia social também aparecem na literatura científica". No entanto, apesar desse paralelo entre conteúdo publicado em mídia social e
evidência científica, a pesquisadora diz que não foi possível identificar a exata relação dos alimentos com o câncer: se previnem, curam ou
tratam. [...]
Coordenação de Comunicação Social do CNPq. Ter, 21 Ago. 2018. Disponível em: http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-
/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/6333171. Acesso: 11 dez. 2018. [Fragmento. Adaptado].
Em relação ao Texto 2, assinale a alternativa CORRETA:
Texto associado.
Texto
Em Busca de Novas Armas Contra o
Aedes Aegypt
(38) O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha já
(39) foi diagnosticado com dengue duas vezes.
(40) Nenhuma surpresa. O coordenador de
(41) Vigilância em Saúde e Laboratórios de
(42) Referência da Fundação Oswaldo Cruz
(43) (Fiocruz) e professor da Medicina da
(44) Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
(45) vive no Brasil, país castigado pela doença nas
(46) últimas três décadas e por outras também
(47) transmitidas pelo Aedes aegypt. Essas
(48) epidemias, explica o pesquisador nesta
(49) entrevista, devem continuar décadas adiante:
(50) “Ainda utilizamos o modelo de controle do
(51) mosquito que foi exitoso há 110 anos com
(52) Oswaldo Cruz”. Nem as águas de março que
(53) acabaram de fechar o verão são promessa de
(54) uma trégua. “Temos observado que, em
(55) algumas localidades do Brasil, o padrão de
(56) ocorrência da dengue tem se mantido estável
(57) mesmo fora do verão. Isso aponta o óbvio: a
(58) população e as autoridades sanitárias têm de
(59) atuar durante todo o ano, e não somente no
(60) verão. Infelizmente, isso não ocorre em um
(61) padrão homogêneo”, ensina Cunha, que
(62) comemora, no entanto, abordagens
(63) promissoras para o controle do mosquito e vê
(64) uma melhora da vigilância nas últimas
(65) décadas.
(66) Ciência Hoje: O Brasil sofreu
(67) recentemente com grandes surtos de
(68) dengue, zika e febre amarela. Devemos
(69) esperar novos surtos em breve? O que
(70) dizem os dados epidemiológicos?
(71) Rivaldo Venâncio da Cunha: As doenças
(72) transmitidas pelo Aedes continuarão ocorrendo
(73) nos próximos 20 ou 30 anos. Por que
(74) continuarão ocorrendo? Porque utilizamos o
(75) modelo de controle do mosquito que foi
(76) exitoso há 110 anos com Oswaldo Cruz e,
(77) depois, com Clementino Fraga e outros. Se
(78) não houver uma nova abordagem para
(79) controle do vetor, continuaremos tendo
(80) epidemias, porque, infelizmente, as questões
(81) estruturais da sociedade permanecem
(82) praticamente inalteradas. Essa bárbara
(83) segregação social que o Brasil tem,
(84) esse apartheid social, que é fruto de séculos,
(85) criou condições para haver comunidades
(86) extremamente vulneráveis, onde a coleta do
(87) lixo, quando existe, é feita de forma
(88) inadequada, e nas quais o fornecimento de
(89) água é irregular. São lugares onde o Estado
(90) inexiste. Há comunidades em que policiais não
(91) podem entrar a qualquer hora, imagine um
(92) agente de controle de vetores. Essa
(93) complexidade urbana não aparenta que será
(94) modificada nos próximos anos.
CUNHA, Rivaldo Venâncio da. Em Busca de Novas Armas Contra o Aedes Aegypt. Ciência Hoje, São Paulo, n.353, abr. 2019. Entrevista concedida a Valquíria Daher. Disponível em: http://cienciahoje.org.br/artigo/em-busca-de-novasarmas-contra-o-aedes-aegypt/. Acessado em 27 de abril de 2019.
A intertextualidade é um dos fatores responsáveis pela construção de sentido. Ela é percebida quando o leitor recupera, no texto em tela, informações de outros textos que se encontram explícitas ou inferidas. Sobre essa questão, considere as seguintes afirmativas:
I. “Nem as águas de março que acabaram de fechar o verão são promessa de uma trégua” (linhas 52-54).
II. “Essa bárbara segregação social que o Brasil tem, esse apartheid social [...] criou condições para haver comunidades extremamente vulneráveis [...]” (linhas 82- 86).
III. “Essa complexidade urbana não aparenta que será modificada nos próximos anos” (linhas 92-94).
É correto afirmar que há intertextualidade em
Texto associado.
TEXTO 4
Não Espere Pelo Fim
133 Foi com palavras aprazíveis e um
134 ingênuo sorriso que o homem de rosto
135 enrugado e cabelos acinzentados dirigiu-se à
136 sua ranzinza colega de abrigo:
137 – A vida não acabou. Não é chegada a
138 hora de postar-se diante do túmulo como se
139 a morte estivesse à espreita. É tempo de se
140 renovar, tomar novas escolhas e trilhar por
141 novos caminhos. Alimente os sonhos! Seja
142 jovem novamente!
143 Tão rápido, naquele dia, nasceu uma
144 inesperada paixão entre os dois. Aquele
145 carinho que Emanuel sempre sentira por
146 Maria das Dores enfim foi retribuído.
147 Quem disse que os velhos não podem
148 se apaixonar?
149 Maldito preconceito que cria raízes
150 profundas, inclusive na alma dos segregados!
151 E, assim, tão logo o tempo passou.
152 Anos de risos fáceis.
153 No entanto, não foi com lágrimas de
154 arrependimento que Maria fitou o epitáfio de
155 Emanuel, mas sim com olhos aquosos de
156 saudade e uma profunda paz em seu coração
157 renovado.
JONES, Sebastião. Não Espere Pelo Fim. Disponível em:
http://autoressaconcursosliterarios.blogspot.com/2013/05/o
s-20-minicontos-classificados.html. [online]. 2013. Acessado
em 26 de abril de 2019.
Com base no texto 4, é INCORRETO afirmar que
Texto associado.
TEXTO
01. – Para mim esta é a melhor hora do dia –
02. Ema disse, voltando do quarto dos meninos. –
03. Com as crianças na cama, a casa fica tão
04. sossegada.
05. – Só que já é noite – a amiga corrigiu, sem
06. tirar os olhos da revista. Ema agachou-se para
07. recolher o quebra-cabeça esparramado pelo
08. chão.
09. – É força de expressão, sua boba. O dia
10. acaba quando eu vou dormir, isto é, o dia tem
11. vinte quatro horas e a semana tem sete dias,
12. não está certo? – Descobriu um sapato sob a
13. poltrona. Pegou-o e, quase deitada no tapete,
14. procurou, depois, o par ........ dos outros
15. móveis.
16. Era bom ter uma amiga experiente. Nem
17. precisa ser da mesma idade – deixou-se cair
18. no sofá – Bárbara, muito mais sábia.
19. Examinou-a a ler: uma linha de luz dourada
20. valorizava o perfil privilegiado. As duas eram
21. tão inseparáveis quanto seus maridos, colegas
22. de escritório. Até ter filhos juntas
23. conseguiram, acreditasse quem quisesse. Tão
24. gostoso, ambas no hospital. A semelhança
25. física teria contribuído para o perfeito
26. entendimento? “Imaginava que fossem
27. irmãs”, muitos diziam, o que sempre causava
28. satisfação.
29. – O que está se passando nessa cabecinha?
30. – Bárbara estranhou a amiga, só doente
31. pararia quieta. Admirou-a: os cabelos soltos,
32. caídos no rosto, escondiam os olhos ...........,
33. azuis ou verdes, conforme o reflexo da roupa.
34. De que cor estariam hoje seus olhos?
35. Ema aprumou o corpo.
36. – Pensava que se nós morássemos numa
37. casa grande, vocês e nós...
38. Bárbara sorriu. Também ela uma vez tivera
39. a ideia. – As crianças brigariam o tempo todo.
40. Novamente a amiga tinha razão. Os filhos
41. não se suportavam, discutiam por qualquer
42. motivo, ciúme doentio de tudo. O que
43. sombreava o relacionamento dos casais.
44. – Pelo menos podíamos morar mais perto,
45. então.
46. Se o marido estivesse em casa, seria
47. obrigada a assistir à televisão, ........, ele mal
48. chegava, ia ligando o aparelho, ainda que
49. soubesse que ela detestava sentar que nem
50. múmia diante do aparelho – levantou-se,
51. repelindo a lembrança. Preparou uma jarra de
52. limonada. ........ todo aquele interesse de
53. Bárbara na revista? Reformulou a pergunta
54. em voz alta.
55. – Nada em especial. Uma pesquisa sobre o
56. comportamento das crianças na escola, de
57. como se modificam as personalidades longe
58. dos pais.
Adaptado de: VAN STEEN, Edla. Intimidade.
In: MORICONI, Italo (org.) Os cem melhores
contos brasileiros do século. 1. ed. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2009. p. 440-441.
Assinale a alternativa com a afirmação que melhor expressa a ideia central do texto.
Texto associado.
TEXTO
01. Recebi consulta de um amigo que tenta
02. deslindar segredos da língua para
03. estrangeiros que querem aprender português.
04. Seu problema: “se digo em uma sala de aula:
05. ‘Pessoal, leiam o livro X’, como explicar a
06. concordância? Certamente, não se diz
07. ‘Pessoal, leia o livro X’".
08. Pela pergunta, vê-se que não se trata de
09. fornecer regras para corrigir eventuais
10. problemas de padrão. Trata-se de entender
11. um dado que ocorre regularmente, mas que
12. parece oferecer alguma dificuldade de análise.
13. Em primeiro lugar, é óbvio que se trata de
14. um pedido (ou de uma ordem) mais ou
15. menos informal. Caso contrário, não se usaria
16. a expressão “pessoal”, mas talvez “Senhores”
17. ou “Senhores alunos”.
18. Em segundo lugar, não se trata da tal
19. concordância ideológica, nem de silepse
20. (hipóteses previstas pela gramática para
21. explicar concordâncias mais ou menos
22. excepcionais, que se devem menos a fatores
23. sintáticos e mais aos semânticos; exemplos
24. correntes do tipo “A gente fomos” e “o
25. pessoal gostaram” se explicam por esse
26. critério). Como se pode saber que não se
27. trata de concordância ideológica ou de
28. silepse? A resposta é que, nesses casos, o
29. verbo se liga ao sujeito em estrutura sem
30. vocativo, diferentemente do que acontece
31. aqui. E em casos como “Pedro, venha cá”,
32. “venha” não se liga a “Pedro”, mesmo que
33. pareça que sim, porque Pedro não é o sujeito.
34. Para tentar formular uma hipótese mais
35. clara para o problema apresentado, talvez se
36. deva admitir que o sujeito de um verbo pode
37. estar apagado e, mesmo assim, produzir
38. concordância. O ideal é que se mostre que o
39. fenômeno não ocorre só com ordens ou
40. pedidos, e nem só quando há vocativo.
41. Vamos por partes: a) é normal, em
42. português, haver orações sem sujeito
43. expresso e, mesmo assim, haver flexão
44. verbal. Exemplos correntes são frases como
45. “chegaram e saíram em seguida”, que todos
46. conhecemos das gramáticas; b) sempre que
47. há um vocativo, em princípio, o sujeito pode
48. não aparecer na frase. É o que ocorre em
49. “meninos, saiam daqui”; mas o sujeito pode
50. aparecer, pois não seria estranha a sequência
51. “meninos, vocês se comportem”; c) se forem
52. aceitas as hipóteses a) e b) (diria que são
53. fatos), não seria estranho que a frase
54. “Pessoal, leiam o livro X” pudesse ser tratada
55. como se sua estrutura fosse “Pessoal, vocês
56. leiam o livro x”. Se a palavra “vocês” não
57. estivesse apagada, a concordância se
58. explicaria normalmente; d) assim, o problema
59. real não é a concordância entre “pessoal” e
60. “leiam”, mas a passagem de “pessoal” a
61. “vocês”, que não aparece na superfície da
62. frase.
63. Este caso é apenas um, dentre tantos
64. outros, que nos obrigariam a considerar na
65. análise elementos que parecem não estar na
66. frase, mas que atuam como se lá estivessem.
Adaptado de: POSSENTI, Sírio.
Malcomportadas línguas.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 85-86.
De acordo com o autor do texto, a explicação para a concordância verbal da frase ‘Pessoal, leia o livro X’ (l. 07) está relacionada ao fato de a concordância verbal se fazer com um sujeito não expresso nem fonética nem ortograficamente.
Assinale a alternativa em que se encontra outro exemplo desse mesmo fenômeno gramatical de que trata o autor do texto.
Texto associado.
O Reino Animal, Animalia ou Metazoa é constituído por espécimes heterótrofos que necessitam ingerir ou absorver
moléculas orgânicas pré-formadas de outros seres vivos para aquisição de energia e síntese das moléculas de que
precisam. Os seres que pertencem ao Reino Animal são eucariontes e pluricelulares. Eles possuem capacidade de
locomoção e de reprodução sexuada. Os animais vertebrados (que possuem vértebras) e os animais invertebrados
(que não possuem vértebras) são classificados em diversos filos.
Sobre os animais invertebrados e os vertebrados, analise as afirmativas a seguir:
I- Nos artrópodes e na maioria dos moluscos, o sistema circulatório é aberto (lacunar), ou seja, o líquido
bombeado pelo coração periodicamente abandona os vasos e cai em lacunas corporais.
II- Nos artrópodes e na maioria dos insetos, a respiração é traqueal; nos aracnídeos, além da traqueal, também é
observada a filotraqueal; e os crustáceos em geral respiram por brânquias.
III- Nos anelídeos e nos vertebrados, o sistema circulatório é fechado, o sangue circula por uma grande rede de
vasos pelos quais ocorrem as trocas de substâncias entre o sangue e os tecidos.
IV- Nos vertebrados, o sistema respiratório pode ser pulmonar ou branquial, ou seja, os processos de trocas
gasosas ocorrem nos pulmões ou nas brânquias.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Texto associado.
Leia o fragmento a seguir:
            “A revolta já tinha mais de quatro meses de vida e as vantagens do governo eram problemáticas. No Sul, a
insurreição chegava às portas de São Paulo, e só a Lapa resistia tenazmente, uma das poucas páginas dignas e
limpas de todo aquele enxurro de paixões. A pequena cidade tinha dentro de suas trincheiras o Coronel Gomes
Carneiro, uma energia, uma vontade, verdadeiramente isso, porque era sereno, confiante e soube tornar verdade
a gasta frase grandiloquente: resistir até a morte.
            A ilha do Governador tinha sido ocupada e Magé tomado; os revoltosos, porém, tinham a vasta baía e a barra
apertada, por onde saíam e entravam, sem temer o estorvo das fortalezas.
            As violências, os crimes que tinham assinalado esses dois marcos de atividade guerreira do governo,
chegavam ao ouvido de Quaresma e ele sofria.
            Da ilha do Governador fez-se uma verdadeira mudança de móveis, roupas e outros haveres. O que não podia
ser transplantado era destruído pelo fogo e pelo machado.
            A ocupação deixou lá a mais execranda memória e até hoje os seus habitantes ainda se recordam
dolorosamente de um capitão, patriótico ou da guarda nacional, Ortiz, pela sua ferocidade e insofrido gosto pelo
saque e outras vexações”.
Fonte: BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. Rio de Janeiro. Bestbolso. 2013. p. 211.
O trecho expressa elementos que fazem parte das diferentes formas de produção e organização do espaço
brasileiro ao longo de sua construção histórica e humana. A partir de uma perspectiva da geografia humana, é
CORRETO afirmar que o trecho ressalta a Revolta da