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Questões de Vestibular: FUVEST

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Texto associado.
Procurando bem 
Todo mundo tem pereba 
Marca de bexiga ou vacina 
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba 
Só a bailarina que não tem 
Edu Lobo e Chico Buarque, Ciranda da bailarina
A bailarina dos versos não contrai as doenças causadas por dois parasitas de importância para a saúde pública: a lombriga (Ascaris lumbricoides) e a ameba (Entamoeba histolytica). Todo mundo, porém, pode-se prevenir contra essas parasitoses, quando
Texto associado.
    (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma
cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me
importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo
cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A
diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e
padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas
no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e
esperamos preás. (...)
                                             Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.
    (...) Uma angústia apertoulhe o pequeno coração.
Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana
deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas.
Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó
onde sinha Vitória guardava o cachimbo.
    (...)
    Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio
de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme.
As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio
enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de
preás, gordos, enormes.
Graciliano Ramos, Vidas secas.
A comparação entre os fragmentos, respectivamente, da Carta e de Vidas secas, permite afirmar que
 O período que vai de 1956 a 1967 é considerado como a primeira fase da industrialização pesada no Brasil.
 Barjas Negri. Concentração e desconcentração industrial em São Paulo 18801990. Campinas: Unicamp, 1996.

. Sobre as características da industrialização brasileira no período de 1956 a 1967, é correto afirmar que
Texto associado.
Considere o tipo de relação estabelecida pela preposição “para” nos seguintes trechos do poema:
I. “ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais”. 
II. “Ó tal como quiséramos para tristeza nossa e consumação das eras”. 
III. “para o fim de tudo que foi grande”. 
IV. “para melhor servirnos”.
A preposição “para” introduz uma oração com ideia de finalidade apenas em
Recentemente, pesquisadores descobriram, no Brasil, uma larva de mosca que se alimenta das presas capturadas por uma planta carnívora chamada drósera. Essa planta, além do nitrogênio do solo, aproveita o nitrogênio proveniente das presas para a síntese proteica; já a síntese de carboidratos ocorre como nas demais plantas. As larvas da mosca, por sua vez, alimentam-se dessas mesmas presas para obtenção da energia necessária a seus processos vitais. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a drósera
Texto associado.

Nasceu o dia e expirou. 

    Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente. 

    Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores. 
    Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro. 
José de Alencar, Iracema
 No texto, corresponde a uma das convenções com que o Indianismo construía suas representações do indígena.
A respeito dos espaços econômicos do açúcar e do ouro no Brasil colonial, é correto afirmar:
Texto associado.
I. Cinquenta anos! Não era preciso confessá?lo. Já se vai sentindo que o meu estilo não é tão lesto* como nos primeiros dias. Naquela ocasião, cessado o diálogo com o oficial da marinha, que enfiou a capa e saiu, confesso que fiquei um pouco triste. Voltei à sala, lembrou? me dançar uma polca, embriagar? me das luzes, das flores, dos cristais, dos olhos bonitos, e do burburinho surdo e ligeiro das conversas particulares. E não me arrependo; remocei. Mas, meia hora depois, quando me retirei do baile, às quatro da manhã, o que é que fui achar no fundo do carro? Os meus cinquenta anos. 
*ágil

II. Meu caro crítico, Algumas páginas atrás, dizendo eu que tinha cinquenta anos, acrescentei: “Já se vai sentindo que o meu estilo não é tão lesto como nos primeiros dias”. Talvez aches esta frase incompreensível, sabendo?se o meu atual estado; mas eu chamo a tua atenção para a sutileza daquele pensamento. O que eu quero dizer não é que esteja agora mais velho do que quando comecei o livro. A morte não envelhece. Quero dizer, sim, que em cada fase da narração da minha vida experimento a sensação correspondente. Valha?me Deus! é preciso explicar tudo. 
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. 
A passagem final do texto II – “Valha?me Deus! é preciso explicar tudo.” – denota um elemento presente no estilo do romance, ou seja,
Tendo como base o trecho “só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção...”, o termo em destaque foi empregado ironicamente por aludir ao inseto
Texto associado.
 (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)                                                                                                           Carta de Graciliano Ramos a sua esposa.
      (...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.      (...)      Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.                                                                                                              Graciliano Ramos, Vidas secas.
As declarações de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa