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Questões de Vestibular: Filosofia

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(ENEM 2012 PPL) Pode-se viver sem ciência, pode-se adotar crenças sem querer justificá-las racionalmente, pode-se desprezar as evidências empíricas. No entanto, depois de Platão e Aristóteles, nenhum homem honesto pode ignorar que uma outra atitude intelectual foi experimentada, a de adotar crenças com base em razões e evidências e questionar tudo o mais a fim de descobrir seu sentido último.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2002.

Platão e Aristóteles marcaram profundamente a formação do pensamento Ocidental. No texto, é ressaltado importante aspecto filosófico de ambos os autores que, em linhas gerais, refere-se à

(ENEM 2017) A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.

HEGEL, G.W. Crítica moderna. In:SOUZA, J.C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).

O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a)

Texto associado.
Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?”
AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cuitural, 1984.
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s)
É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram anteriormente varridas por essa mesma dúvida.
SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).
Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo por contribuir para o (a):
Texto associado.
Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor. 
 (PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.)
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada:
Texto associado.
Esta ordem do mundo não a criou nenhum dos deuses, nem dos homens, mas sempre existiu e existe e há de existir: fogo sempre vivo, que se acende com medida e com medida se extingue.
Heráclito. Fragmento 30. In: Geoffrey Kirk et al. Os filósofos pré-socráticos. Trad. Carlos A. L. Fonseca. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 2010, p. 205 (com adaptações).
Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, do filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso, que afirmava que o fogo seria o princípio de todas as coisas, julgue o item a seguir.
O fragmento de texto exemplifica uma cosmogonia que tem início no próprio mundo natural.
Texto associado.
Considere as três premissas abaixo:

1. Devemos proibir legalmente apenas o que é moralmente incorreto.
 2. Os filhos mentirem para os pais é moralmente incorreto. 
 3. Todavia, os filhos mentirem para os pais não deve ser legalmente proibido.
A partir dessas premissas, é correto inferir que:
Texto associado.
Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra “Deus”, sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito, essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que existe na realidade e no pensamento é maior do que o que existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto designado pela palavra “Deus”, que existe no pensamento, desde que se entenda essa palavra, também existe na realidade. Por conseguinte, a
existência de Deus é evidente.
TOMÁS DE AQUINO. Suma teológica. Rio de Janeiro: Loyola, 2002.
O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de Aquino caracterizada por
Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimento, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.
Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que
Texto associado.
A tragédia revela o desejo do herói em busca de segurança
e felicidade, entretanto, em sua caminhada, ele se dirige a um
destino maior que suas forças, sucumbindo à desgraça. Em Édipo
Rei e em Hamlet, o ato trágico inaugural se estrutura em torno da
figura paterna. As duas tragédias encenam a violação da lei de
proibição do assassinato do pai (parricídio). A transgressão da lei
instaura o ato trágico, que produz a consequência de se habitar um
mundo desgovernado, pois a lei — não matar o pai — porta a
estrutura fundante da civilização. Essas duas tragédias foram
motivo de interesse para o fundador da psicanálise, Freud, que via
nelas o retorno do recalcado. A vingança nesses textos é mais antiga
do que mostram as tragédias: trata-se de desejos recalcados que
polarizam a criança entre o amor e o ódio pelo pai. O conflito
encenado no palco produz no espectador um sentimento de
identificação que ele aceita como parte de sua realidade, o que já
fora estudado pelo filósofo grego Aristóteles como parte do seu
conceito de catarse.
Tendo esse texto como referência inicial, julgue os itens seguintes,
a respeito dos gêneros teatrais.
O herói trágico representa, de modo geral, o fundamento da filosofia de Nietzsche, uma vez que, no processo de expansão da sua vontade de potência, não inclui a possibilidade de seu próprio perecimento.